25 de fev de 2009

Exame pra que, pra que exame…

E viva a educação brasileira! Nada como um bom professor para dar o exemplo. Melhor ainda: um sindicato que zela pelo futuro da nação, apoiando os mestres excelentes, para que a qualidade de ensino seja cada vez melhor. Bom, pior não dá mesmo. E isto dito, para contratar os professores substitutos, eis que o Estado de São Paulo faz os devidos testes e exames. Ai de nós, ter um professor analfabeto – assim como aquele fulano que conseguiu tirar a carteira de motorista, sem saber ler ou escrever. Melhor que isto, só o outro caso, do cego que também obteve a sua habilitação. Muito justo. Ninguém quer ser chamado de preconceituoso, e a inclusão é a palavra do dia! Resultado: 3.000 professores zeraram. Isto mesmo: não acertaram NENHUMA questão. Ainda bem fizeram a prova, dirá você. Pelo menos, não entrarão na sala-de-aula. Ah, isto é o que você pensa. Provavelmente, faltou à aula do Sindicato dos Professores. Eles entraram na justiça para que os professores fossem, mesmo assim, admitidos no cargo. Alegam que não foi zero – é que os professores não compareceram. No meu tempo, gazetear já era motivo de demissão. Lição do dia: na luta entre conhecer e poder, eles ganham zero. Mas quem é reprovado somos nós.